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DressLuxo

São Paulo virou Hollywood com a segunda edição da Jump Fest que aconteceu nesse sábado, 9. Uma noite de “Vale Tudo” com direito a Heleninha cagando no maiô, Odete dando a Elza e Fátima colocada de padê!

Se joga nos looks mais baphos da noite!

Se interessou pelo Projeto #DressLuxo? Entre em contato: naomegonga@gmail.com
Fotos por Felippe Souza

Se atualiza: Íris – Mostra Internacional de Animação da Diversidade Sexual

A Íris é o evento oficial do “Cinema de Animação da Diversidade Sexual” no Brasil, que acontece uma vez ao ano. Está em sua segunda edição e é composta por 60 filmes de animação, de curta e micro metragem, dividido em 8 programas de 24 países diferentes. Depois da Mostra, você vai poder espalhar que é uma besha poliglota!

Cinco programas participam da Competição de Curtas: o Programa Boy Boy Boys, Programa Natureza Selvagem, Programa Revelação, Programa Mulheres Super Poderosas e Programa Coisas de Diva.

Três especiais completam a programação oficial de filmes: o Programa Especial Copia e Cola de Jonesy exibirá filmes do diretor David Jones (Jonesy), conhecido por utilizar a a técnica de animação stopmotion com cópias, recortes e colagens de fotografias homoeróticas. No Programa Especial Descoberta, estão os curtas premiados do animador brasileiro Alan Nóbrega e o Programa Especial Melhores de 2009, com as melhores animações da edição passada da Mostra Íris.

Além disso, paralelo à programação de filmes, haverá Bate-Papo com o Animador Alan Nóbrega e Palestra de Animação ministrada pela escola de animação Azimut. Não culpe o aqué por sua falta de cultura, ambos são gratuitos – inscrições através do site da Mostra Íris.

Ingresso: R$15 e R$7,50 (meia)
RIO DE JANEIRO (CCJF – Centro Cultural Justiça Federal)
15 a 19 de Setembro de 2010
Sessões de 18h às 20h30 (dia 18 e 19/09, sessões de 15h30 às 20h30)
SÃO PAULO (Reserva Cultural)
24 a 30 de Setembro de 2010
Sessões as 20h e 21h30 (dia 30/09, sessões de 13h às 21h30)

Para mais informações, acesse o site oficial.

Não é de andorinhas que se faz o verão 2011

Uma semana após o fechamento das Semanas de Moda brasileiras, é chegado o momento de um balanço a respeito das tendências, nem tão novas, para o verão 2011. Como citado, esta é uma estação sem muitas alterações, são sempre florais, leveza e shapes amplos. Diferentemente do inverno, no qual a experimentação  é maior, o verão possui uma assinatura, um código. Então, por que se desfilar uma coleção já vista, de certo modo? A graça do verão é justamente verificar como os estilistas releem os clássicos da estação… florais na Ellus, com um clima mariners e hawaiano (again), e na Colcci. Apresentadas em diversos tamanhos, é preferivelmente optar pela elegância da estamparia clean das flores miúdas, chamado de Liberty, lembrando tecidos de decoração de outrora. Os jeans chegam escuros, desgastados, manchados e até em look total, ai a lavagem tem de ser a mesma, como se fosse conjunto. Na alfaiataria, a Ellus propôs uma cartela linda, para eles em rosa-chocking e uma incrível, talvez não usável, dockside versão ankle boot.

O aclamado desfile feminino de Herchcovitch, com sua explosão de cores, dá o tom do verão . Em referência às artes plásticas, trouxe na passarela uma coleção primorosa e uma aquarela vista em peças de cetim, como vestidos, macacões, saias e algumas calças, em corte capri. Nos vestidos destaque às mangas arquitetônicas. Um desfile que começou monocromático e que ao decorrer apresentou um splash de lilás, verde-água, pink e turquesa, uma forma de representar o trabalho dos artistas expressionistas Pollock, Mark Rothko e Barnett Newman. Assim, a estação pede um abuso de cores: neutras, desde os pastéis, tons de sorvete, tons de macarron, como pinceladas de cores vibrantes, fluo. E por falar em fluorescente, a Neon explorou recortes anatômicos em vestidos de neoprene, o hit dos tecidos para o verão; já visto nas duas edições da Rosa Chá. O estilista Dudu Bertholini traz tubinhos, perfeitos substitutos para os bandage dress do inverno. É a moda surf invadindo a cidade.

E mesclando a moda surf com a bossa dos 1960’s, temos Reinaldo Lourenço. Se a italiana Fendi nos trouxe às rendas em Art Nouveau, Lourenço, que também trabalhou com o mesmo tema em seu desfile das bailarinas, dessa vez suas criações, em silhueta confortável, dão-se em recortes aerodinâmicos de automóveis e textura de flores em organza, ultrafemininos. E é essa bossa sessentista e as formas retas neominimali dos 1990’s os substitutos do glam-rocker-podre-chic oitentista. Geometria nas apresentações da Calvin Klein, simples, limpa, monocromática. Silhuetas suaves, tecidos plastificados, sci-fi, seja na Tufi Duek, seja na Osklen e seus modelos que pareciam habitantes de Atlântida. Com o tema Oceans, Oskar Metsavaht, desenvolveu roupas (incríveis) a partir de tecidos naturais, como o linho, algodão e cambraia. Tingindo a SPFW em tons de azul, manual ou artesanalmente, a coleção emerge com modelagem ampla, fresh, confortável, gladiadora revisitada em bota de lona e corda, detalhes em prata na forma de barbatana de tubarão, destaque às mochilas deluxe, como a de píton roxa.

Se no inverno a barra das calças eram dobradas, agora, ou melhor, em dezembro, o estilo carrot, já sensação no inverno de 2009 nas passarelas de Yves Saint Laurent, são os itens-chaves dos desfiles brasileiros. Infelizmente a moda skinny, que inovou o guarda-roupa masculino graças à Dior, sai à francesa – já estava perdendo força – e a carrot, juntamente à sarouel, são as calças do momento. A moda pede conforto e amplitude. Elas têm o gancho mais baixo, sendo que a calça-cenoura vem com cintura alta com pregas no quadril, caindo justa e curta, em comprimento de capri, podendo, ainda, manter a barra dobrada. Aposte nas cores neutras com aviamento em dourado ou ouse, como a coleção masculina de Herchcovitch e aposte em listras horizontais com detalhes em neon. Ah! e não só calças, mas bermudas, também mais curtas, veem em cortes mais amplos, para eles.

E assim é o vai e vem da moda, anote para não se perder: sai os anos 1980’s e entra os cortes retos, amplos, evasê, futuristas e femininos das décadas de 1960’s e 1990’s. Aposte em tecidos naturais, leves e transparentes, nas cores os tons pastéis e suaves com uma brincadeira de fluo aqui e ali. E o de praxe, as estampas florais, preferivelmente x-small, achei cafona os big florais da Colcci em jeans. Ombros arquitetônicos, arredondados, volumosos; o drama vêm equilibrado. Do inverno, apenas um preto pincelado em João Pimenta, Iódice e Glória Coelho (óbvio). Os acessórios acompanham o neominimali com bolsas geométricas, como a da Maria Bonita ou a baby bag quadrada da Forum. Quando o sol vier, aposente seus wayfarers, é a hora e a vez das armações redondas e gigantes… os modelos do desfile do Alexandre Herchcovitch, serão a sensação… já estou aguardando a venda. Produzidos pela Mykita, empresa especializada em aros em aço inoxidável, a mesma responsável por aqueles dourados usados pela Sarah Jessica Parker em Sex and the City 2. A inspiração é no arquiteto e pintor francês Le Corbusier. Com os nomes cagados de Aritana e Atiara, os dois modelos são arredondados. A única diferença é que o primeiro tem a linha superior mais reta em comparação ao segundo. O verão não trouxe nada que já não tenhamos visto, de algum modo, pois, como é sabido, a moda é uma releitura, de tempos em tempos, de aspectos e costumes do passado ou uma tentativa de criação dum futuro, surreal.

E que venha o verão.

Consultoria express

Nós do NãoMeGonga! não somos nada britânicos e óbvio que preocupação com prazos e posts sempre são burlados… demoramos, porém o bapho sempre acontece e melhor do que se fosse uma ejaculação precoce, né meu amô!

Lembram que prometemos novidades? Provavelmente não, porque você lê o blog ou bêbada ou depois do seu Lexotan, mas enfim, no Twitter comentamos que havería uma surpresinha para as pessoinhas desprovidas de glamour e dinheiro… e aqui está sua salvação: o Consultoria express será uma coluna semanal, na qual ajudará a entender mais as tendências e a como montar um look. É ter um personal stylist sem pagar nada e como vocês adoram 0800, de graça aceita-se tudo, não é?

Para o primeiro Consultoria express, os sempre magros, fotógrafo da G, Felippe Souza e, consultor da Avon de imagem, Rafael Bacarolo decidiram tratar do tema inverno a já começar com algo mais neominimal, meio sem graça do verão, e ainda apostar no couro, fetichismo e outras coisinhas que vimos no inverno. Então aproveita que ainda dá tempo de se montar para bater cabelo e se joga no look abaixo.

byMK - Comunidade de Moda: Rocker

look "Rocker", por RafaelBacarolo

Ombro marcado, pegada anos 80’s, Kate Moss, Bete Dito e rebeldia são as misturas que compõe esse look, com toque de feminilidade e fetichismo. É o que eu venho trabalhando: a mulher com atitude! Sem medo de ousar e usar. Perfecto e saia de couro Balmain, baby bag Gucci, óculos Dries Van Noten, peep McQueen e colar Marquis&Camus e t-shirt básica.

óbvio que seu salário não compra tudo isso… use a imaginação e veja o que você tem no closet onde-você-guarda-aquilo-que-chama-de-roupa e ouse! Mas 3 tapas na cara se sair parecendo um exu fantasiado!

update: quer aparecer no NMG!? se inspire nos looks postados no Consultoria express e mande para nós, os melhores a gente mostra aqui! Mande para naomegonga@gmail.com

Fazendo a Caipora

Não é de hoje que ser eco friendly virou hype! Você, com certeza, ainda não é. Talvez por medo de não saber do que se trata, já que seu inglês é reduzido a the book is on the table, NÉ? Ser “amigavelmente ecológico” – brasileiro adora cagar traduzir tudo o que vê, é incrível – é usar e abusar de práticas mais sustentáveis, menos consumistas e mais verdes, digamos assim. Tudo começou com o Huck #alocka.

Enfim, nesse clima de Dia dos Namorados, decidimos ajudar você, pobre coitada que nasceu assim, mas que tem solução! É só acompanhar!

Há algum tempo eu uso o Over Night Biological, da Kiehl’s, desculpa, mas eu posso. Essa belezinha que vem nos vidrinhos mais fofos e mais vintages do mercado de cosméticos é um auxiliar e tanto para uma pele que sofre com o clima tropical desse inferno país.

milagre in vitro

Ele simplesmente é capaz de renovar sua pele enquanto dorme. É fantástico. Tá, você está se perguntando onde entra o amigavelmente ecológico nisso tudo. Resposta: a mesma fabricante desenvolveu uma linha totalmente brazuca à base de açaí! São os primeiros produtos 100% naturais, livre de parabeno. Um forte antioxidante, o açaí atua na regeneração celular e no combate ao envelhecimento precoce. A linha conta desde hidratantes a  tônicos e redutores de sinais.

São eles: Açaí Damage-Minimizing Cleanser, Damage-Protecting Toning Mist, Damage-Correcting Moisturizer e Damage-Repairing Serum (quero ver você pronunciar isso tudo!).

linha Açaí, da Kiehl's

Foram feitas edições especiais das embalagens em prol da Amazônia. Artistas como a surfista Malia Jones, o rapper Pharrel Williams, a atriz Julianne Moore e o artista Jeff Koons encabeçaram a campanha.

Super legal a iniciativa, né? Voltando à sua realidade, pessoa sem condições, o NMG! tem a solução: faça a Caipora! Se joga nos produtos Natura vendidos pela sua avó! Comece no Breu Branco e acabe no Cupuaçu, se você ficar fedendo à mata, avisa seu namorado que você está na moda! O legal é fazer a linha amiga da natureza!

#nãomegonga

o novo da nova M.I.A.

Se a Barbie moreninha deu o que falar, de nada se compara à volta de M.I.A.! Já leram aquele post falando da volta dela, não? E agora, já ouviram XXXO“? Já li no twitter que é o novo Bad Romance! Sendo ou não, a música é boa, de qualidade. Diferentemente das músicas anteriores de seus dois álbuns, a artista trouxe algo mais comercial, mais electropop. Confesso que estou ansioso para o lançamento do álbum, ainda sem nome, para saber se o funk foi deixado totalmente de lado, porque, pelo menos para o NãoMeGonga! a paixão por M.I.A à primeira vista foi pelo poder da sua música agregada à batida do funk, convenhamos que nós adoramos fazer as cachorronas, né meu amô!

Foi em 2005 que M.I.A. ganhou notoriedade com os sucessos “Bucky Done Gun” e “Sunshowers”, do álbum Arrular. Seu segundo trabalho, no ano de 2007, Kala, entrou para a lista da Billboard, posição 18. A música “Bird Flu” é desse disco, muito dançante, tal como Arrular. Desse seu novo projeto, já temos, além de “XXO”, a agressividade de “Born Free” – retoma o post que o link está lá. Achei babadeira, sangrento, mas quero mais…

A garota da laje M.I.A. ajudou nossa travesti Aguilera Lepore com Bionic, então é só aguardar mais um pouquinho para enlouquecermos. Vamos padecer com a pretinha, porque ela sabe o que faz e faz muito bem! Tá ali na linha de Missy Elliott e outras que ahazam, mesmo tendo rasha! #alocka

Será que o cabelo dela melhorou?! Oremos para que sim!

CdC e o verão 2011

Deixamos passar o bapho dos três dias de desfiles, comparecemos à festa de encerramento, mais de 10h em cima de um salto 13cm, dois dias sem dormir e muito tôxico no sangue… estamos aqui! Ainda meio bêbados, porém, no alto grau do brilho! Rafael Bacarolo foi até lá conferir o que eles decidiram ser tendência em 2011. Agora ser hermafrodita é over! Amiga, senta, pega seu Dramin e vem comigo!

De segunda-feira, 24 de maio, à quarta, aconteceu no Shopping Frei Caneca a 27ª Casa de Criadores, evento que proporciona um caráter mais despojado e fresco da moda brasileira. Com um line up que mescla desde estilistas já consagrados à jovens estudantes, recém-formados, a Casa é um espaço para o novo.

Primeiro dia de CdC e look para mostrar que não estava para brincadeiras:

Travestismo

Viu-se a estréia de Jadson Ranieri e sua androginia na passarela, Geraldo Couto e as mulheres estrucas, a incrível Der Metropol (fashionistas corram para lá) com sua inspiração no Egito. O impecável e lírico desfile de R. Rosner com suas úngaras, o desfile boring da Purpure com uma tentativa de intervenção como no desfile de Viktor & Rolf, porém, o que se apresentou foi uma Luciana de “Viver a Vida” toda cagada na cadeira de rodas. Sim, uma modelo entrou na cadeira de rodas acompanhada de dois possíveis médicos para começar um desfile que tratava de Amanda Lepore e body modification (para você de Diadema, significa “modificação corporal”).

A Purpure mostrou até técnica na confecção de peças em plástico, mas não foi o bastante; a trilha não muito bem mixada e algumas peças até mal costuradas. Ar cômico  e tédio. Todavia, o primeiro dia teve seus suspiros. O delicioso gato gostoso estilista R. Rosner nos levou à Hungria, tema já explorado anteriormente por ele. Não conheço o país, mas o que vi em suas mulheres foram leveza e a docilidade: vestidos de festa em seda pura, impecáveis, transparentes, vaporosos… plumas, bordados e estampas florais do porcelanato húngaro quebravam sutilmente o tom neutro do desfile. Destaque para o tomara que caia com um laço gigantesco nas costas!

R. Rosner - Agência Fotosite

Na moda masculina, destaque à Der Metropol. Característico da marca, a mescla de alfaiataria e sportwear. Maria Francisco trouxe uma moda mais comercial e não menos pobre, pelo contrário, foi o melhor desfile masculino da CdC. Macacões, shorts curtos, aviamentos dourados, sarouel e estampas lindas! Moda usável e de bom gosto. Já na minha lista de desejos: o shorts com estampa de gato, animal sagrado para os egípcios (uma coisa meio Miu Miu, sentiu?).

Camisaria ganha lapela e bolso de blaser mais os shorts: hit entre os meninos!

Bem, teve também Jadson Ranieri já com uma moda menos usável. Muito fluo, androgenia e peças esquisitas, meio jocker. Não vou me cansar em descrever o desfile, achei chato. Outro que me aborreceu foi Geraldo Couto e a falta de criatividade nos vestidos gregos: muito pano, ombro só, drapeados e uma cartela de cores meio oi?

No segundo dia, o Projeto LAB contava com o ganhador do Fashion Mob, Luiz Leite e sua moda masculina orgânica: sem correr riscos ou mudança de cartela de cores. Dizem que acertou na simplicidade… desculpem, mas pareciam calças Levi’s com muita lavagem e customizadas e um ar de ã?. Fora uma flor de plástico em referência ao jardineiro, tema do desfile.

Gabriela Sakate, também estreiante no LAB, trouxe silhuetas marcadas, tecidos fluidos, um certo perfume masculino presente na alfaiataria com ombros marcados e um visual chic, pronto para ser usado. Em seguida a moda da JUSS, super fofa, homens geek, anos 50’s e 60’s. Tons de rosa envelhecido e muita alfaiataria. O legal foi a fuga do shape larguinho, moda geral na gringa. Na passarela, minimalismo e cortes secos. O dândi, outra vez, de volta à moda.

Cynthia Hayashi e suas borboletas dando um show nos drapeados, vestidos maravilhosos, sensuais e sofisticados. Saias com volumes, o godê… Ainda estou boquiaberto com uma saia do mesmo material do preenchimento do sutiã, com estampa de frases! Por fim, o LAB traz uma convidada, a Yoon Hee Lee, ou Seicho-No-Ie. Dizem que ela ahazou no desfile de conclusão de curso e por isso foi convidada para a CdC e o melhor: ela adiou a pós na Central Saint Martins – para você desinformado, é a escola mais babadeira de moda do mundo – para mostrar sua coleção com um tema meio estranho: o desprendimento do corpo. Foi a melhor trilha da noite e o desfile mais aplaudido, com a caravana da Liberdade em peso no Frei Caneca. Confesso que achei bem conceitual. Ótimo trabalho de moulage. Porém, funciona mais como trabalho de conclusão de curso do que desfile de estréia, acadêmico demais.

Depois do LAB, Roger Dognani aparece com mulheres ao estilo Malévola da Bela Adormecida!

Sobreposições, desconstruções, volumes, drapê, laços, havia de tudo! Ganhou pela criatividade, pela ousadia e pela estranheza. Fechando o segundo dia, minha decepção: o desfile das Gêmeas. Foi chatíssimo e trilha de Bossa me fez dormir. Largaram o roque e trabalharam o retrô da Garota de Ipanema em brocados, linho e tafetá. Nada de maravilhoso.

Achando que a CdC já tinha me dado mais alegria, fui ao último dia com cara de cu. Fiquei nude! Sabe aquela história do vinho bom no final? Começou com o carnaval de Gustavo Silvestre e eu já estava esperando aquela coisa clichê com paetês (bem xinfrim). Meu queixo caiu: estampas que só ele sabe fazer, homens sensuais, extravagantes, peças exuberantes! Quero muita coisa dessa coleção de verão do Silvestre! Uma trilha digna de desfile e não aquela coisa morta (não me gonga!) Fora o bapho da modelo negra com o cabelo todo em paetês e os seios (maravilhosos por sinal) à mostra. Houve, porém, no final um jeans escuro com detalhes em dourado que quebrou o desfile: ainda não consigo decidir se fora uma quebra boa ou não. Pensei comigo: o melhor da temporada. Engano meu!

Mal acabou Gustavo e Arnaldo Ventura começa com projeções, muito digno de McQueen! Inspirado nos pescadores, o estilista que era do LAB, estreia no line up com uma coleção maravilhosa! Modelos masculinos super femininos em seus corselets, transparências, looks fortementes femininos e novamente um ar dândi. EU CHORAVA! E eis que entram os looks femininos que Ventura já explora com maestria: novamente incrível! A cartela de cores passou dos neutros ao esmeralda de forma totalmente coerente. Poucas pessoas gostaram e eu agradecia pela moda brasileira ter um profissional assim, TÁ? Silvestre e Ventura reavivaram a 27ª edição.

No entanto durou pouco. Danilo Costa e Karin Feller eram fofinhos, mas só. Ele com homens bobinhos, românticos e nada de muito diferente. Ela, inspirada no pique-nique, não apresentou nada de pique-nique na passarela: anos 70’s, cartela meio bizarra, comum, mediano.

E o momento mais aguardado, o desfile do fervido Walério Araújo. Comemorando 40 anos, o estilista trouxe festa para o Frei Caneca. “Walério 40 Graus” era o nome dado ao seu show. Eram 2 gogo boys de palhaço e 2 performáticas de bailarina, referência às festas infantis. Convidados famosos, desde Gorete Goldschmidt com Sabrina Sato, à absoluta Stephany (que ahazou na passarela) e Rosi Campos. Na passarela, uma modelo entra com uma caixa enorme de presente na cabeça que deixaria GaGa em estado de êxtase! Uma calça de cintura alta, com volume nas pernas lembrando aquelas usadas por gaúchos, com estampa de flores pequenas lembrando um papel de parede, ou melhor, papel de presente! Transparência, decotes profundos e cores alegres. Rosa chiclete aqui, um amarelo alí. Já na moda praia, aplicações de doces, granulados, muitos corpos e bate-cabelo. Walério sempre surpreendendo!

Masculino de Gustavo Silvestre

Já encomendando o meu!

Ventura e seus pescadores e sua África

Walério Araújo digno de GaGa

Rosa-chiclete à la Geisy

Resumindo, o verão trará tecidos leves e a transparência continua. Shorts mais curtos e shapes largos para meninos, porém, invista no visual dândi. Para meninas, saias evasê e godê. Muito volume, feminilidade e sobreposições. Drapê e brocados em dourado. A forte tendência em aviamentos dourados em tecidos de cores neutras, veio para ditar o verão 2011. Agora é esperar o SPFW!


Primeiro blog de moda que é puro babado, veneno e gongação. Sente o drama! Quem é você na cesta básica? Não me gonga!

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