Semana de Moda de Milão #3

DESCE MAIS UM CHANDON!

Espero que tenham aproveitado essa pequena viagem ao luxo de Milão com a nossa cobertura babadeira, é o mais próximo que você vai chegar da Itália – chora. E que não fiquem apenas na contemplação, mas que coloquem em prática o pensar moda a partir das criações diversas das grifes aqui selecionadas. A poeticidade e a filosofia criada em roupas.

Nessa última viagem, veremos Emilio Pucci, Jil Sander, DSquared2 e Giorgio Armani. No primeiro, tivemos logo no começo mais uma entrada da minha amada Freja Beha, mais uma vez sambando na cara da sociedade. O NãoMeGonga! já jogou os buzios e dedicou um post todo a ela, prevendo ser esta um novo rosto da moda. Com chefia de Peter Dundas, o segundo desfile comandado por ele, o mar invadiu a grife e o estilista norueguês, mergulhador confesso, manteve o processo de reinvenção da marca deixando a extravagância das maxiestampas por um shape mais sexy e estruturado ao corpo femino. Primeiramente, causou um furor na sua primeira coleção, agora, críticos e fãs já estavam acostumados e, por sua vez, Peter muito mais confiante com seu trabalho. A mim, a marca ficou mais atrativa, perdeu o que categorizo como kitsch. Percebi um perfume setentista, que caracteriza de certo modo a Pucci, porém é uma década recorrente nesse verão 2011. Longos com babados e fendas estratégicas, aliados a estampas minimals do fundo do mar. Maiôs magníficos modelando ou melhor, abraçando o corpo da mulher. Brilhos e botas de cano altíssimo pra tranformar qualquer uma num poste de paetês. Fitas entrelaçadas, tricôs e peças vazadas. Cores do branco, azul, nude, mostarda e preto associados à acessórios em marrom e dourado. Peças esvoaçantes, leves, transparentes, ultrasexys e sofisticadas.

Também no mesmo dia, Jil Sander apresenta sua coleção para o verão 2011 e trouxe as brasileiríssimas Alícia Kuczman e Daiane Conterato, que nasceu no mesmo dia que moi – sem falar da Freja Beha, tsá?. Vimos uma alfaiataria funny feat. clean, no qual Raf Simons reinterpretou a ideia do minimalismo maximizando-o com volumes em saias e calças, contrastando ora às cores fluo, ora às listras ou às estampas florais. Destaque para camisetas brancas com saias longas pink e vestido laranja maxivolumoso fechando com uma jaquetinha roxa. Brincou com a silhueta feminina, descontruindo-a. Manteve a base do conceito dos anos 1990’s e rompendo limites, criou peças novas, sem medo de denominá-las assim. Como Bottega, a grife não apenas desenhou roupas, mas trouxe às passarelas uma filosofia de moda, um pensar moda. Reinventando-a com simplicidade. Tudo era levemente amplo, básico: corte reto resultando em peças atemporais. Era forma e cor a serviço de ressaltar a primeira. Uma aula de modelagem, pintura e de moda pura. Um desfile memorável, que mesclou a alta-costura com o sportwear, com base em um novo olhar e uma nova necessidade do século XXI, o prático.

Já a marca Giorgio Armani desfilou, no sexto dia do evento, um verão inspirado numa noite no deserto. Mulheres em trajes preto, marinho e azul-noite, com tecidos cintilantes e transparentes. Vestidos vaporosos, calças capri, blazers: exuberância e mistério em roupas.

Com 80 looks, a Emporio Armani trouxe um silhueta sofisticada, com perfume futurista, alfaiataria em bermudas e sobreposições como saia lápis + saia midi transparente, tudo numa cartela de tons neutros –  beges, verde-claro, cinza metálico e vermelhos que fecharam o desfile.

E por fim, porém não menos importante, ao contrário, a grife dos gêmeos Dean e Dan Caten – meu sonho de consumo fashionista – desfilou uma moda sportwear com cara nerd. Com acessórios como o chapéu panamá e maxi óculos de grau, o desfile era descontraído, cool, fresco. A regra era misturar, e a DSquared2 sabe lançar moda, por isso a amo – como também a seus estilistas gatos, mas deixa pra lá! Vimos blazers e boyfriend jeans, maiôs e biquinis com pullover, blusa de lã e saias delicadas. Tons neutros e oxford envernizados de cores vibrantes. Um mix de propostas democráticas. A marca já tinha acertado com a inspiração em escoteiros e agora, acerta novamente ao apresentar um verão novo, descomprometido, sofisticado e jovem. Esqueçam os florais, seja de Bach seja Liberty, e por favor vistam-se com coerência e um pouco de atitude! 

O que resume para mim é senão o look de lã marinho + saia com grafismo verde, oxford marrom e maxi bolsa bege, chapéu panamá e óculos nerd. Quer mais verão que isso?

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